quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Contos Da Sul P.2


 Lá no nordeste eu sempre escutava falar que são paulo era a terra da oportunidade imagina que vindo pra cá eu podia me transformarem alguém de verdade onde eu morava tinha seca, faltava água a comida nunca dava acabei vindo pra são paulo cheguei aqui sem nada só com a esperança de com o meu trabalho conquistar meu carro, minha casa mandar dinheiro pros meus irmãos não demorou pra perceber que era tudo ilusão acabei tendo que me sujeitar a maioria dos que vem do norte acaba sempre na periferia fui parar num lugar chamado capão-redondo onde o crime é cruel o tempo todo, polícia vs. ladrão aqui eu era só mais um servente de pedreiro sem nenhuma qualificação
Logo arrumei um trampo numa construção emprego de peão mas para mim já estava bom tinha almoço, janta, 100 reais pra começar um lugar pra se alojar, não podia reclamar a memória do meu pai eu jurei que iria honrar ele dizia pra eu trabalhar e nunca jamais roubar também dizia que isto estava escrito na bíblia em algum lugar três meses completou que estou em são paulo a mão cheia de calo, o trabalho é pesado cinco da manhã já estou acordado, ah como eu queria ter estudado deito e levanto nisso desde que cheguei aqui daqui nunca sai nem mesmo pra me divertir chegou sexta feira e os outros caras me chamaram para ir no bar tomar um trago, jogar carta,dominó ou bilhar que mal há de os acompanhar tava contente, pois pra mim era um presente um trabalho de verdade sentia orgulho eu era gente de repente um opala freou bruscamente na porta do bote eu fiquei esperto dois cara armado, o de capuz na cara entrou um deles gritando perguntou quem era o baiano me levantei da mesa onde estava sentado tremendo, suando, assustado pois este era o apelido que os mano da obra tinha me dado o cara de capuz que estava coma automática na mão me mandou deitar no chão chamou o outro engatilhou apontou pra minha cabeça e fuzilou a única coisa que me lembro é do meu sangue escorrendo e os caras saindo correndo antes de morrer, ouvi alguém dizer que o baiano que os cara procurava era o nóia da área, que cheirava e não pagava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário